"Quando o poder da Luz da Luaabafa o Silencio da noitedando lugar ao ruído das nossas mentes!"
A lua sempre teve um papel importante na minha vida, funciona como uma espécie de âncora para onde me volto nos meus dias melancólicos.
De há uns dias para cá que esses dias têm sido uma constante na minha vida.
Há quem diga que é da mudança dos tempos, dos eclipses sucessivos ou mesmo devido à entrada na Era de Aquário...seja lá o que for o desânimo apoderou-se de mim, é como se não visse saída para a minha situação mas com um sentimento paralelo de que tudo vai ficar bem!
Nestes dias nem a lua me tem dado conforto, ás vezes penso que se não fosse pelo meu filho (aquela luz que me diz ÉS IMPORTANTE) já tinha acabado no manicómio ou entrado em depressão aguda! A falta de trabalho compatível com a minha vida familiar é uma situação que também me está a comer o cérebro...hoje em dia querem que vivamos para trabalhar e não trabalhar para viver o que para mim é incomportável. Antes de ser mãe trabalhava numa empresa quase 7 dias por semana 12 horas por dia e convivia bem com aquilo, apesar do stress fazia-o na boa, mas depois de ser mãe recuso-me a voltar a ter uma vida dessas, eu escolhi ter um filho para fazer parte da vida dele e não apenas para lhe dar as boas noites e os bons dias...eu quero ser mais para ele, eu quero vê-lo crescer e não chegar ás férias e de repente olhar para ele e ficar admirada por ele já conseguir fazer, dizer isto e aquilo sem eu ter presenciado o momento em que aconteceu...Se é egoísmo? talvez...talvez seja egoísta por amar incondicionalmente o meu filho, talvez seja egoísta por querer ser eu a vê-lo crescer e não a babysitter, ou a avó ou a educadora ou what ever...EU SOU A MÃE DELE é o meu direito fazer parte integral da vida daquele pequeno ser...mas para a sociedade as mães que têm esse forte desejo são quase vistas como preguiçosas ou sei lá mais o quê. Como eu era (pré-maternidade) nunca imaginei que agora (pós-maternidade) viesse a pensar assim, o que é certo é que aquele ser mudou-me, alterou-me as prioridades por completo e eu...bem...eu estou-lhe eternamente GRATA.
Mas agora vêm as questões...de onde surge o dinheiro para pagar as contas? Como faço para não me sentir culpada por não contribuir para as despesas da casa? Será que me tornei num peso morto para o meu marido? Será que perdi a minha identidade?...Como podem ver, por estas terras além de uma grande chuvada na rua, cá por dentro o diluvio também se instalou e está difícil de drenar água!
Agora é pôr em prática técnicas mentais (que irei compartilhar convosco) e de desconstrução de todos estes rótulos e pré-conceitos que estão entranhados no nosso ser por termos crescido envolto deles.

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