A Empatia que Empata

Desde que me lembro como pessoa que sempre senti tudo à flor da pele...sempre soube o que os outros sentiam (e muitas vezes ficava enraivecida quando me mentiam), sempre soube se me estavam a dizer a verdade ou não (mesmo não os confrontando com as mentiras)....enfim, sempre Li as pessoas intuitivamente e instantaneamente. 
Se isso é bom? epá, sinceramente nunca gostei e achava que era uma maldição, que havia algo de errado comigo, que eu era diferente, enfim...com tristeza afirmo que sempre me senti rejeitada. Rejeitada pela minha mãe, pelo meu irmão, pela minha família, pelos meus amigos...Mas essa rejeição era um reflexo dos sentimentos que absorvia dos outros e não o sabia.
Curiosamente nunca me senti rejeitada em relação ao meu pai, apesar de passar mais tempo a trabalhar do que com os filhos na altura, mas quando estava eu sentia-me feliz, amada e que realmente importava para alguém. O estranho disso é que a minha mãe sempre foi uma mãe carinhosa e afectuosa. O meu irmão (apesar da traquinice típica de um irmão mais velho) também sempre foi super protector...no entanto os sentimentos persistiam e por vezes ainda persistem. 
A diferença é que AGORA eu sei que sou uma alma extremamente EMPÁTICA, o que é que isso significa? 
Significa que tenho a capacidade de perceber e ser afectada pelas energias e estados de alma das outras pessoas, ou seja, tenho uma capacidade inata de sentir e perceber intuitivamente outros. A minha vida é inconscientemente influenciada pelos desejos, pensamentos e estados de espírito dos outros.
Consigo aperceber-me das sensibilidades físicas e dos impulsos espirituais, assim como sei automaticamente as motivações e intenções das outras pessoas. 
O desafio aqui é mesmo o de ouvir a minha intuição e permitir que seja ela e não a minha mente a guiar-me...e graças a isso (a mente tem tendência para falar mais alto) já caí e continuo a cair inúmeras vezes mesmo quando a minha intuição está literalmente aos berros comigo. É um processo, um processo de aceitação e acima de tudo de confiança.
Vou-te dizer algumas das características de pessoas como nós, pois se estás a ler esta minha entrada de blog é porque possivelmente desconfias que estás no mesmo trajecto...
Costumas Saber as coisas antes de te dizerem? É um conhecimento que vai além da intuição, mesmo que essa seja a forma como muitos poderiam descrever o saber.
Sentes-te mal e incomodada(o) em sítios? sítios como centros comerciais e supermercados onde há uma grande quantidade de pessoas ao teu redor pode fazer-te sentir emoções muito violentas.
Sentes as emoções dos outros como se fossem tuas?
Deixa-te alterada quando vês violência, crueldade ou tragédias na televisão? A televisão e principalmente as noticias podem-nos deixar terrivelmente alterados, com uma dor no peito indescritível. Solução? Não ver...
Sabes quando alguém não está a ser honesto contigo? se alguém não está a ser honesto/verdadeiro contigo tu simplesmente sabes...
Captas os sintomas físicos de outra pessoa? quando alguém próximo de ti está com dores de cabeça, garganta ou outra, costumas sentir o mesmo passado algum tempo?
Sofres de distúrbios digestivos e problemas nas costas? o chakra do plexo solar situa-se no centro do abdómen e é conhecido como a sede das emoções, é onde sentes a emoção de entrada do outro, o que pode enfraquecer a área e, eventualmente, levar a problemas desde úlceras à má digestão. Os problemas nas costas podem-se desenvolver porque quando uma pessoa não sabe que é empata sente-se literalmente como alguém que carrega o mundo às costas.
Tens tendência para estar sempre ao lado dos oprimidos?
Sentes-te como um confessionário ambulante? ficas a saber dos problemas de toda a gente sem sequer perguntares? mesmo de estranhos?
Sentes-te constantemente cansada? geralmente ficamos sem energia causando um cansaço que nem o sono cura.
Sentes-te atraída para a cura, para as terapias complementares e outras coisas metafísicas?
Sentes necessidade de estar sozinha e de te isolares principalmente depois de estares a conviver com outras pessoas?
Ficas aborrecida e distraída facilmente se não te estimularem nas tarefas mais rotineiras (trabalho, escola e vida doméstica)?
Consideras impossível fazer alguma coisa de que não gostes?
Estás constantemente à procura de respostas e conhecimento?
Abominas a desordem? a mim dá-me uma sensação de bloqueio e enquanto as coisas não estão organizadas não consigo concentrar-me noutras tarefas.
Adoras sonhar acordada?
És uma excelente ouvinte? quem tem o dom da empatia não fala de si, a menos que seja para alguém em quem realmente confia.
Não gostas de comprar antiguidades ou coisas em segunda mão?
Sentes a energia dos alimentos? a vibração do bife que tens à frente devido ao sofrimento do animal?
Aparentes aos outros um estado de mau humor, timidez ou indiferença? ou seja, não sabes fingir aquilo que não sentes?
Aiii....se encaixaste em quase todas então a resposta é SIM, tens o dom da empatia. Atenção que todos nós somos por natureza empáticos, mas uns mais que outros e os mais (pessoas como nós) têm a vida um pouco mais desafiante pois temos de aprender a distinguir o que vem de nós e o que não vem de nós!!
Grata por me leres!!

O Poder da Gratidão!

"Observamos no dia-a-dia em nós mesmos e noutras pessoas, uma tendência em ver e valorizar as coisas negativas e deixar de lado as coisas boas que acontecem. Isso tem uma raiz profunda, inconsciente que eu vou explicar nesse texto mais adiante. Conheço uma pessoa que passou o final de semana num hotel maravilhoso, estava tudo óptimo mas... Tinha um funcionário que não era simpático e houve um serviço que não foi prestado satisfatoriamente. 
O resultado é que essa pessoa falava mais desses pequenos detalhes que não foram bem, do que dos 95% que foram uma maravilha. Ou seja, 80% da conversa era sobre 5% dos factores que foram negativos. Tive uma cliente que procurava um emprego para ter a sua independência financeira com relação ao marido. Ela se sentia infeliz e reclamava do quanto era difícil arranjar um trabalho. Finalmente conseguiu ser contratada. Mas quando recebeu seu primeiro pagamento começou a se queixar que o salário era baixo, que as colegas faziam fofoca, e etc... Não é estranho? Ao invés de se sentir feliz por que recebeu o primeiro salário (antes não ganhava nada), ficou triste por que era pouco. 
Eu lembro que eu tinha um padrão parecido quando deixei a firma de engenharia e me tornei terapeuta. No começo, como seria de esperar, eu tinha poucos clientes. E sempre que eu recebia um pagamento de algum atendimento que eu fazia, ao invés de ficar feliz, eu acabava ficando triste por que sabia que aquele valor não daria para ter a vida que eu queria. 
Quando nos sentimos insatisfeitos com o que recebemos ou com o que já temos, as consequências negativas são muito óbvias. Deixamos de crescer pois o desânimo tomará conta de nós, influenciando nossas acções, e a tendência é que nós fiquemos estagnados. A ingratidão acaba atraindo mais das coisas negativas que não deseja. E não somente na parte material. Nos relacionamentos também. Quanto mais reclama do comportamento de alguém, maior será a tendência de você atrair aquele tipo de comportamento. 
Você já tentou mudar alguém através da critica? Funcionou? É muito raro que dê resultado... Quando se foca no elogio e na gratidão pelo o que as pessoas têm de bom, a tendência é que reforce e atraia mais daqueles comportamentos positivos. Observe como funciona o mecanismo da gratidão: Uns dias atrás levei uns abacates do quintal da minha casa para uma amiga. Ela ficou bem feliz e agradecida com este pequeno presente. Em outro momento, falando comigo ao telefone, comentou que os abacates estavam deliciosos, que todos em casa gostaram e mais uma vez agradeceu. Como ia encontrá-la novamente, imediatamente lembrei de levar mais abacates para ela. E dessa vez foi uma sacola maior. Dá uma satisfação em dar algo para alguém que se sente grato. O fato dela ter expressado a gratidão fez com que ela recebesse mais. Imagine se a reacção dela tivesse sido assim "Eu não gosto muito de abacate. Esses abacates são pequenos. Abacate engorda"
O que eu teria feito? Certamente, não levaria mais nenhum pra ela. E se ela apenas tivesse dito um "obrigado" meio sem graça? Provavelmente eu não lembraria de levar mais pra ela. O mesmo acontece na relação entre você e o universo. Quando você se sente grato pelo que tem e pelas coisas que recebe, a tendência é que você receba mais e que haja uma expansão. Mas quando você reclama da vida da sua casa, do seu relacionamento, do emprego, do salário ou seja lá o que for, a tendência é que você fique estagnado naquilo. O universo fica satisfeito em dar mais coisas boas quando você agradece, assim como você ficaria se recebesse o agradecimento sincero de alguém. O padrão da reclamação tem uma raiz inconsciente... Quando somos bebés, a nossa única forma de pedir é mostrando a nossa insatisfação. O bebê chora, ou seja, reclama que algo está incomodando, e a mãe tem que dar um jeito de descobrir o que ele quer e satisfazer suas necessidades. Só que depois nós crescemos, mas acabamos por ficar presos inconscientemente a essa forma infantil de pedir através da reclamação. Uma crença sabotadora é a de que se eu agradecer pelo que tenho, é como se estivesse me conformando com aquilo e dessa forma não vou ter nada melhor. Essa é uma visão infantil. É o bebé que chora até conseguir o que quer. O que essa crença pressupõe é que, se eu reclamar bastante do que eu tenho, vou ganhar algo melhor; o que não faz o menor sentido. 
Você pode se sentir grato pelo que tem, e ainda assim pode desejar, e sentir que merece algo melhor. Não há qualquer incompatibilidade. Sentir gratidão pelo que se tem neste momento vai abrir os caminhos para que você tenha coisas melhores, cada vez mais. Eu gosto sempre de fazer agradecimentos às pessoas da minha audiência, e é incrível o retorno que eu tenho quando faço isso, recebo muitas mensagens."
Texto de Andre Lima - EFT

Círculos Sagrados Femininos!


Há uns dias participei pela primeira vez num Circulo do Sagrado Feminino. Há muito tempo que procurava algo perto de casa apenas com a energia  feminina.
Apesar de bastante agradável, devo confessar que não era bem aquilo que estava à espera, mas durante todo o processo a coisa deu-se e eu entrei na energia e no ritmo. O que me causou estranheza é que nos dias seguintes senti muita raiva e irritava-me por tudo e por nada, sem motivos aparentes...não sei se terá sido por alguma ocasião não percepcionada por mim ou se teve a ver com encontro em si!
Alguma vez participaram?

A Lua na minha Vida!

"Quando o poder da Luz da Lua
abafa o Silencio da noite
dando lugar ao ruído das nossas mentes!"

A lua sempre teve um papel importante na minha vida, funciona como uma espécie de âncora para onde me volto nos meus dias melancólicos.
De há uns dias para cá que esses dias têm sido uma constante na minha vida. 
Há quem diga que é da mudança dos tempos, dos eclipses sucessivos ou mesmo devido à entrada na Era de Aquário...seja lá o que for o desânimo apoderou-se de mim, é como se não visse saída para a minha situação mas com um sentimento paralelo de que tudo vai ficar bem! 
Nestes dias nem a lua me tem dado conforto, ás vezes penso que se não fosse pelo meu filho (aquela luz que me diz ÉS IMPORTANTE) já tinha acabado no manicómio ou entrado em depressão aguda! A falta de trabalho compatível com a minha vida familiar é uma situação que também me está a comer o cérebro...hoje em dia querem que vivamos para trabalhar e não trabalhar para viver o que para mim é incomportável. Antes de ser mãe trabalhava numa empresa quase 7 dias por semana 12 horas por dia e convivia bem com aquilo, apesar do stress fazia-o na boa, mas depois de ser mãe recuso-me a voltar a ter uma vida dessas, eu escolhi ter um filho para fazer parte da vida dele e não apenas para lhe dar as boas noites e os bons dias...eu quero ser mais para ele, eu quero vê-lo crescer e não chegar ás férias e de repente olhar para ele e ficar admirada por ele já conseguir fazer, dizer isto e aquilo sem eu ter presenciado o momento em que aconteceu...Se é egoísmo? talvez...talvez seja egoísta por amar incondicionalmente o meu filho, talvez seja egoísta por querer ser eu a vê-lo crescer e não a babysitter, ou a avó ou a educadora ou what ever...EU SOU A MÃE DELE é o meu direito fazer parte integral da vida daquele pequeno ser...mas para a sociedade as mães que têm esse forte desejo são quase vistas como preguiçosas ou sei lá mais o quê. Como eu era (pré-maternidade) nunca imaginei que agora (pós-maternidade) viesse a pensar assim, o que é certo é que aquele ser mudou-me, alterou-me as prioridades por completo e eu...bem...eu estou-lhe eternamente GRATA.
Mas agora vêm as questões...de onde surge o dinheiro para pagar as contas? Como faço para não me sentir culpada por não contribuir para as despesas da casa? Será que me tornei num peso morto para o meu marido? Será que perdi a minha identidade?...Como podem ver, por estas terras além de uma grande chuvada na rua, cá por dentro o diluvio também se instalou e está difícil de drenar água!
Agora é pôr em prática técnicas mentais (que irei compartilhar convosco)  e de desconstrução de todos estes rótulos e pré-conceitos que estão entranhados no nosso ser por termos crescido envolto deles.
Gratidão por estares desse lado!